Escreva a visão

Escreva claramente a visão em tábuas, para que se leia facilmente. Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará. (Hc 2.2-3 NVI)

O casamento precisa de visão, de projetos definidos, de liderança clara e objetiva, de modelos.

Temos necessidade de mentores para irmos definindo as escolhas, modelos e caminhos a seguir. Nem sempre o casamento dos pais serve de parâmetro para o casamento dos filhos, então o novo casal vai juntando pedaços do casamento de um amigo, outra parte de outro até formar o seu. No final seu casamento se torna uma verdadeira colcha de retalhos onde nem mesmo o casal sabe definir seu estilo. Observe modelos que podem ser seguidos, não se acomode com uma rotina tediosa para sua vida conjugal. Com o passar dos anos a rotina pode ir tomando conta dos sonhos até mesmo em um casamento considerado bom, levando a bela família à infelicidade. A esposa começa sentir um vazio, uma insatisfação constante que a leva a chorar sem mesmo saber o porquê do choro. O marido realizado em seu trabalho – faz o que gosta – não percebe que o tempo está matando lentamente o seu sonho conjugal. A vida, antes tão promissora, se tornou monótona. Os meninos cresceram e na euforia do crescimento, não perceberam o que passava no coração da mãe que sentia a dor da monotonia em seu coração. O esposo há muito tempo passou a tomar as decisões ? sozinho – se julgando o sabedor de tudo. Já não trocam mais idéias, ele acha que não precisa da opinião de sua mulher e ela acha que não vale a pena conversar, afinal tem o seu trabalho e pode administrar seus negócios. Já tem algum tempo que as opiniões dos dois são divergentes e conversar sobre qualquer assunto não está valendo a pena. Não há adultério, nem grandes mal tratos, mas há um distanciamento silencioso que traz uma dor funda no coração de ambos. Embora ela tenha vontade de gritar ou sair andando sem rumo, ele está bastante acomodado, pensando que a vida é assim mesmo.

Conheço um casal que escreveu sua visão. Quando casaram fizeram uma promessa entre eles; mesmo que passassem por grandes dificuldades, jamais falariam em separar-se e jamais se separariam. Isso já faz mais de vinte anos e esse casal realmente passou por lutas grandiosas, mas essa promessa que fizeram serviu para mantê-los firmes um com o outro. Enfrentaram as dificuldades e venceram. Hoje é tão comum desistir por qualquer motivo, mas você pode ser vencedor se tiver um alvo a alcançar. Os alvos do casamento têm o aspecto de sonho, pois são recheados de doçura. Não importa se você os chama de sonho, alvos, ou visão, o importante é que eles existam e vocês caminhem rumo à concretização dos mesmos.

O sonho é a produção antecipada do que se deseja

Crie a visão para seu casamento e escreva. Vocês irão alcançar. Tracem objetivos para seu casamento e procurem ir ao alcance deles.

Escrevam a visão de nunca deixarem de amar um ao outro, de manterem a chama da paixão renovada, de não deixarem de sorrir das pequenas coisas, de não se tornarem ranzinzas. Seja lá o que for, mas criem a visão e escreva.

Não economize amor. O casamento extravagante não economiza amor.

Arrebataste-me o coração, minha irmã, noiva minha; arrebataste-me o coração com um só dos teus olhares, com uma só pérola do teu colar. (Ct. 4:9).

Como és formoso amado meu, como és amável. (Ct. 1:16)

A tapioca e o notebook

Minha esposa sabe quando estou triste, e mais importante, sabe a fórmula para me alegrar: polvilho doce de molho na água com um pouco de sal, faz uma tapioca, recheia com um queijo, leite condensado e coco ralado. Pronto. É a fórmula da alegria ao fim de um dia pesado e particularmente triste. Aliás, outro dia comíamos uma tapioca dessas em um restaurante quando ela disse:

- Que miserê de leite condensado.

Eu querendo lucrar em cima:

- Não está como a sua, mas está boazinha – mas não estava, só tinha uma gota de leite condensado mesmo.

Vendo minha inércia disfarçada ela chamou o garçom, pediu um “completa aqui” e pronto, minha alegria estava feita de novo.

E ela é assim, guerreira, vai me protegendo aqui e ali.

Em fevereiro eu estava dirigindo um evento da empresa em um hotel, quando tive meu notebook roubado. O gerente do hotel se negava a me revelar as imagens da camera de segurança, dizendo que só com autorização judicial, ao que não me fiz de rogado, liguei para a minha advogada-esposa, que teve que lidar com a notícia e com o problema jurídico de uma vez só. O leve tremor na mão do gerente me disse que as coisas caminhavam bem, como realmente caminharam e tudo se resolveu. Novamente, minha guerreira me protegeu e me tirou de uma enrascada.

O livro de Ester inteiro é sobre uma mulher levantada para proteger homens, e um caminhão deles. O livro termina com o estabelecimento de uma festa chamada Purim, “dia de banquetes e alegria”. E o capítulo 9 termina com o seguinte versículo:

“E o mandado de Ester estabeleceu os sucessos daquele Purim; e escreveu-se no livro”.

Nossa cultura macho-man latina mostra os homens como protetores e as mulheres como protegidas, porém em um casamento saudável, ambos se sustentam e se mantém seguros. Muitas vezes cabe a mulher esse papel, e nessas ocasiões, o homem deve engolir seu orgulho e força e se colocar nas mãos daquela que o Senhor separou para carregar os pesos da vida lado a lado. Fica o aviso de que isso nada tem a ver com fazer da esposa uma nova mãe, como muitos fazem. Marido não é filho, e esposa não é mãe. Marido e mulher são uma dupla que enfreta a vida ombro a ombro.

A casa deve ser o lugar seguro, onde os medos podem ser compartilhados e as lágrimas derramadas, inclusive pelo marido. E é lugar de acolhimento e proteção, nem que seja com uma alegriazinha quentinha saindo do fogo.

Meu marido precisa de ajuda

“Meu marido precisa de ajuda. Ele está cheio de problemas. Quanto a mim, estou sempre bem, pois sou uma mulher batalhadora desde a infância. A vida nunca sorriu para mim e não me deixou ser fraca, por isso enfrento as situações e acabo ficando bem. Tenho uma filha, mas acho que posso criá-la sozinha caso meu esposo não mude.”

Que bom que seu marido aceita ajuda e quer mudanças em sua vida, mas creio que você também deveria repensar a respeito de si mesma. Esse seu modo de dizer que enfrenta as dificuldades e acaba vencendo é preocupante.

Nós mulheres precisamos manter a feminilidade e se a vida é muito dura, temos a tendência a deixar que se percam as oportunidades de oferecermos nosso colo. É muito comum vermos filhas magoadas com suas mães por causa de um tratamento desumano oferecido por uma mãe radical, inflexível e embrutecida. Quando a mulher se torna dura, todos que estão ao seu redor sofrem. O primeiro é o marido, que para não se desentender usa de subterfúgios, alguns se tornam muito calados em casa, se isolando e evitando falar de alguns assuntos, para não ter que se submeter a um interrogatório que lembra os confrontos com um delegado de polícia ? alguns chegam a usar o termo quando estão referindo à esposa.

Sua filha ainda é pequena e não saberá nem terá escolha em relação ao seu casamento, mas pela forma que você fala, quando ela crescer ainda estará com muitas perguntas atravessadas em sua garganta e irá continuar com elas, pois você será mais dura do que já é, e jamais terá a sensibilidade necessária para perceber o quanto os filhos necessitam de sua mãe.

Para que seu marido recupere de suas dificuldades, você também precisa de ajuda, pois essa sua postura soberba será o impedimento para uma restauração do relacionamento do casal. Só existe restauração conjugal se houver humildade para reconhecer que ambos estão errando.

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito a queda. (Pv 16.18)

Sou responsável pela conversão do meu marido?

Pergunta - Sou evangélica há muitos anos e meu esposo também era. Por causa de algumas dificuldades que surgiram em nossa vida, ele foi esfriando e faz mais ou menos seis anos que se afastou. Hoje está bebendo e não cumpre com deveres básicos, como pagar contas da casa, e ajudar a educar os filhos. Quando resolve corrigir, o faz com muita grosseria e acaba machucando as crianças. Comigo também tem sido agressivo e bastante desagradável. Algumas amigas têm me falado que eu sou responsável por sua conversão, que devo fazer uma campanha e lutar por ele, mas estou muito cansada, pois trabalho o dia todo e quando chego tenho que fazer o serviço doméstico e ajudar as crianças que estão precisando de mim. Também estou tentando administrar o melhor possível minhas finanças para conseguir pagar as contas da casa .Estou me sentindo confusa com tudo isso.

Resposta -
A Bíblia classifica as mulheres (1 Pe3.7) como parte mais frágil do lar e realmente somos, pois quando a carga é muito pesada temos a tendência a tornarmos angustiadas e sem resistência física. Logo aparecem enfermidades e aqueles homens que tratam suas esposas grosseiramente, ainda costumam dizer que sua mulher é muito doente e seus amigos fazem brincadeiras a respeito da sua enfermidade.

Biblicamente, seu marido deveria estar carregando a carga mais peada e não você que é a esposa. No seu caso, você não é responsável pela restauração espiritual dele. Vocês dois tiveram a experiência de conhecerem o Senhor e ele fez a escolha de deixá-lo. Nem Deus força a pessoa fazer o que Ele quer muito menos uma esposa. A Bíblia diz que a esposa cujo marido não é crente, pode ganhá-lo através de seu bom procedimento (1Pe 3.1), mas não através de um esforço sobre-humano, algo que está além de suas forças. Continue orando por seu marido, e seja uma mulher digna, mas não precisa ir além do que você consegue, Deus sabe de sua fragilidade, foi Ele quem a fez assim. Preocupe-se consigo mesma, para não vir a adoecer e com seus filhinhos que ainda são pequenos. Seu marido dará conta de si mesmo a Deus (Rm 14.12).

Meus sentimentos

Deus sempre dignificou a mulher, e em algumas situações a protegeu até mesmo de homens que ele mesmo escolheu e separou. A cultura patriarcal ainda impera em muitos contextos sociais e ela é muito antiga. Vamos lembrar três fatos impressionantes que ocorreram com respeitáveis homens, que marcaram a história.

Abraão, um gigante da fé, um homem que falava com Deus intimamente e que era agraciado com um casamento maravilhoso, pois Sara sua esposa, além de ser bonita, era sábia, submissa e dedicada, mas Abraão não se sentiu intimidado em mentir para proteger a sua própria pele, fazendo com que ela passasse por sua irmã.

Ló, homem que presenciou o poder de Deus e recebeu bênçãos grandiosas de suas mãos. Este também em sua covardia não se inibiu ao oferecer suas próprias filhas para serem molestadas pelos homens.

Absalão filho de Davi, em vingança, teve relações sexuais com as dez concubinas de seu pai para exibir sua vitória. Nenhum desses homens se importou com os sentimentos daquelas mulheres.

Ainda hoje vemos as mulheres sendo depreciadas por “respeitáveis” homens que nem mesmo se enrubescem ao humilhá-las.

Algumas são espancadas, traídas, e se fecham em seu silêncio que irá resultar em total desmoronamento emocional. Dentro desse quadro, imaginamos maridos bêbados, drogados, mas é surpreendedor o número de “patriarcas” que não aprenderam a se dominar e ainda crêem que é através da força que vão manter sua posição de chefe do lar.

Uma vez Jesus foi jantar na casa de um fariseu chamado Simão. Como era o costume da época, a pessoa que recebia o convidado, oferecia alguns atos de cortesia, como lavar os pés, ungir a pessoa com o óleo e beijar-lhe a face. O fariseu Simão não se lembrou de nenhum destes atos e escandalizou-se, como um bom religioso, diante da atitude “ousada” de uma mulher que entrou em sua casa e de forma apaixonada e gentil ofereceu uma atenção diferenciada ao mestre. (Lc 7.36-50)

Imagine a cena: Uma mulher e ainda por cima pecadora, dentro da casa de um “crentão”, derramou o óleo sobre os pés de Jesus, que foram lavados com suas lágrimas e enxugados com os seus cabelos. Jesus recebeu aquela unção e abençoou a mulher perdoando-lhe os pecados. Simão ofereceu o jantar, mas ficou sem a bênção, pois a mulher ofereceu o seu amor e Jesus se agradou muito mais.

Quando comecei a me envolver com o ministério, muitas vezes eu me sentia confusa diante de algum pastor que pedia que eu orasse por ele. Criada dentro de uma cultura religiosa, em minha mente, ficou gravada a crença de que eu só poderia orar por outra mulher. Lendo este texto vejo o quanto Jesus revolucionou a cultura. Não sei se você ainda é uma mulher que anda se escondendo debaixo de um véu invisível, com medo de ser vista, de agir, de trabalhar para Deus, pensando que este é o estilo “espiritual”. Vamos lembrar destas ousadas da Bíblia, que não ficaram presas nos antigos conceitos, mas foram enfrentando seus desafios. O seu coração é que se conecta com o coração de Deus, não a sua aparência.

Não sei como estas mulheres crentes, esposas de “honrados” varões que espancam mulheres e crianças dentro de suas casas, farão para recuperar a sua dignidade e seu papel na sociedade. Eu gostaria muito de poder ajudar com uma palavra decisiva, mas cada pessoa deve resolver sua própria vida e a única expressão que posso deixar por enquanto, até que tudo se resolva é: “Meus sentimentos”.

Videira frutífera

Tua esposa no interior de tua casa será como a videira frutífera. Sl 128:3

O 128, é o Salmo da família. Trás logo de início uma promessa para o homem e vai completando esta vitória através de cada palavra descrita. Podemos olhar de forma isolada e sentirmos, como mulher, o peso de ser uma videira frutífera à roda da mesa, mas esta palavra não vem isolada colocando uma responsabilidade a mais nos ombros femininos, mas vem completando as promessas do Salmo para a vida do homem e de toda a família.

Ao mesmo tempo, a Bíblia fala da videira frutífera e da oliveira e seus renovos.

A oliveira é a árvore que produz a azeitona. Dela se extrai o azeite. O azeite na Bíblia é o símbolo da unção. Toda unção deve ser feita com o azeite extraído da azeitona, não tem significado nenhum ungir alguém com um óleo mineral, assim como não podemos usar na ceia, um refrigerante no lugar do vinho que é produto da uva, fruto da videira. Podemos notar que estes dois símbolos andam juntos, e jamais podem ser substituídos.

Seus filhos como rebentos, mudinhas, renovos, se tornarão futuramente homens fortes, oliveiras frutíferas, ungidos do Senhor, pois tiveram o contato constante com duas colunas poderosas, o azeite e o vinho, a unção e o sangue de Jesus.

O vinho ainda significa a alegria. Você já percebeu que a mãe é a alegria da casa? Como se torna triste o lar depois da partida da mãe. Quando minha mãe faleceu, eu via a casa de meu pai religiosamente conservada, com as mesmas coisas no lugar, mas isto não era suficiente. Parecia que ela estava por ali e a qualquer momento iria aparecer com seu vestido estampado de pequenas flores, e seu cheiro gostoso, mas ela não estava e a casa ficou triste. A alegria foi embora, mas em meu coração de filha, ficou gravado o exemplo de uma mãe alegre, perfumada, com palavras de Deus para proferir sempre que o assunto permitisse, e a vontade de ser igual a ela.
Videira frutífera à roda da mesa.

Cada vez que coloco uma bandeja de uvas sobre a mesa, posso observar os olhares brilhantes sobre aquelas frutas nobres e o desejo de poder experimentá-las. A mamãe diz para o filho que está comendo preguiçosamente: “Se comer tudo vai ganhar uvas”. Os adultos ficam também desejando que o momento de servi-las possa chegar logo, pois sua doçura a torna desejável.

Assim somos nós mulheres dentro de nosso lar. Pessoas desejáveis, por sua doçura e beleza. Se eu fosse escolher outra fruta para comparar a mulher, não encontraria nenhuma que substituísse a tão significativa uva.

Você tem o aspecto de sua fruta símbolo?

Cultivo do amor

Há quem afirme que uma vez existindo amor, para sempre perdurará. Mas, temos visto em nosso dia a dia, o amor se apagar, vindo a morrer, por falta de carinho, de compreensão, por falta de cultivo diário. Mas você pode estar pensando: “Mas eu sempre acreditei que uma vez existindo amor, isto seria para sempre”.

O casamento precisa ser bem administrado e a Bíblia declara que o amor é constituído de um caminho a ser percorrido e os itens descritos no texto de 1 Coríntios 13.1-8 mostra os detalhes deste caminho. Quando este caminho é observado cuidadosamente, o casal alcançará o alvo do versículo 8 , “O amor jamais acaba”.

Todos os casais devem ser muito cuidadosos quanto ao amor, pois os dias em que vivemos, são maus. O capítulo 24 de Mateus descreve o princípio das dores e no versículo 12 expressa a realidade do esfriar do amor: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos”.

Abra os olhos dando passagem à vontade de ser feliz.

O casamento é um presente de Deus para esta vida. Para atingir o nível de felicidade desejada, é preciso desejar mudanças. As pessoas podem mudar, a maturidade em Cristo, gera mudanças permanentes.

“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol. Ec 9:9.”

Perdoar é preciso

No casamento algumas atitudes são fundamentais para o bem-estar e para a felicidade dos cônjuges. Dentre elas, com certeza, está a conjugação do verbo perdoar. Como é difícil dizer: ?Eu perdôo… nós perdoamos…?.

A dificuldade maior que muitos encontram é justamente a de perdoar uma pessoa tão próxima, tão íntima. Eles perdoam mais facilmente aqueles que estão distante. A lógica é fácil de ser entendida: a frustração das expectativas se dá com pessoas íntimas. Dos estranhos não esperamos coisas melhores e, conseqüentemente, não nos sentimos ofendidos por suas palavras ou atitudes.

C.S.Lewis escreveu o seguinte: “Todos dizem que perdoar é uma idéia agradável até terem algo para perdoar.” Ele tinha razão porque o ferido ou maltratado deseja sempre a reparação, a vingança. No mínimo fica a mágoa ou o ressentimento.

Os casais precisam entender ? quer queiram ou não ? que simplesmente impossível a permanência do relacionamento conjugal sem a vontade e a disposição contínua do perdão.

Na oração modelo encontramos Jesus ensinando: “Pai nosso que estás nos céus…perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores…”(Mateus 6:9,12). Jesus dizia aos seus discípulos que a confissão de pecados e a súplica do perdão divino, enquanto guarda rancor contra outra pessoa, além de ser contraditória, é também hipócrita.

Os cônjuges cristãos, portanto, precisam aprender a conjugar o verbo perdoar.

Primeiro, porque todos nós erramos.

Não há ninguém que não cometa erros, que não frustre o próximo. Não há um cônjuge que não tenha em algum momento ofendido a pessoa amada.

O problema é que só enxergamos a trave e o argueiro dos outros.?

Conta-se que um sargento do Exército desejava punir um soldado que estava sob o seu comando por um grave erro de conduta. Sendo aconselhado pelo seu superior a dar ao soldado uma nova oportunidade, ele retrucou: “Sou um homem de palavra; se disse que iria puni-lo, vou puni-lo. Não perdôo.” O seu superior, então, lhe disse: “Sargento, espero que o senhor nunca erre!”.

” A pessoa sensata controla o seu gênio, e a sua grandeza é perdoar quem a ofende.” Provérbios 19:11 (NTLH).

Perdoar porque precisamos, também, de perdão.

Segundo, porque em Jesus Cristo já fomos perdoados

Temos um Deus que em Jesus Cristo ama, aceita e perdoa, livre e incondicionalmente, o mundo inteiro (João 3:16).

A Bíblia diz que Deus não esperou a nossa transformação, o nosso arrependimento ou a restauração dos erros cometidos para nos amar. Pelo contrário, Ele demonstrou o seu amor perdoador para com todos os homens dando o Seu Filho, Jesus Cristo como sacrifício pelo nosso pecado.

Deus nos perdoou. Se errar é humano, perdoar é divino. (Alexandre Pope)

Em Mateus 18:23-35 encontramos a parábola do credor incompassivo: um servo tinha uma dívida com o rei que lhe era impossível resgatar. Após a súplica, o rei compadeceu-se dele e perdoou a sua dívida. Logo adiante, ao sair da presença do rei, encontra um conservo que lhe devia algum dinheiro. Impiedosamente cobra, ameaça e o lança na prisão. O rei, porém, ao saber da atitude daquele homem a quem perdoara, mandou chamá-lo de volta, repreende-o duramente e o entrega aos verdugos.

Ora, diz Jesus, assim acontecerá se “…não perdoardes cada um a seu irmão.”Os verdugos nossos de hoje: ira, amargura, tristeza, culpa, enfermidades psicossomáticas, etc.

Terceiro, porque nós mesmos somos os maiores beneficiados

Dr.Fred Luskim (O Poder do Perdão, W11 Editores) afirma o seguinte: ?O estudo sobre o perdão na Universidade de Wisconsin mostrou que o perdão ajuda a prevenir a doença cardíaca na meia-idade. O perdão é uma experiência que modifica o nível de autoconfiança, de ações, pensamentos, emoções e sentimentos espirituais da pessoa vítima de afronta.

Aprender a perdoar os sofrimentos e ressentimentos da vida é um passo importante para nos sentirmos mais esperançosos e menos deprimidos”.

A Bíblia fala sobre este assunto quando, por exemplo, diz:

“O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.” (Pv.15:13).

O cônjuge que toma a iniciativa de oferecer o perdão, com certeza , é o maior beneficiado porque torna o seu coração livre de enfermidade e pronto para a paz de Deus.

Concluindo, os cônjuges precisam entender, ainda, que perdão não muda o passado, mas modifica o presente. Perdoar é tornar parte da solução.

Perdoar o marido ou a esposa é ser instrumento nas mãos de Deus para ajudar no crescimento emocional e espiritual da pessoa que escolhemos para estar ao nosso lado, participando da nossa vida ?…até que a morte nos separe.?

Conjugue no indicativo presente o verbo perdoar: “eu perdôo…nós perdoamos…”

Perdi o colo

O ciúme entre irmãos é um assunto que, desde muito cedo preocupa os pais. Os filhos ainda pequenos podem apresentar as reações de uma criança ciumenta. Muitas vezes isto acontece pela própria falta de habilidade dos pais, que ao receberem o novo bebê, se esquecem de que aquele que até ontem era o centro das atenções cai para o segundo lugar, passando a ter que esperar para ser atendido, sorrir para as aclamações calorosas das visitas que insensivelmente, admiram o recém nascido e – crendo que estão sendo simpáticos – exclamam; “perdeu o colo para o irmãozinho!”. Nos dias de nascimento de um novo bebê o estresse costuma ser o vilão dos lares. Os pais ficam com seu limite à flor da pele e correm o risco de não perceberem o quanto o primogênito está confuso em seus sentimentos divididos entre a alegria de ter recebido um irmãozinho e as perdas que vieram em conseqüência disso.

Este é o momento dos pais acordarem para o que está acontecendo, pois a sensação de ter perdido o colo leva a criança a apresentar atitudes novas que serão consideradas “atitudes de indisciplina” e estes pais ainda errarão mais um pouco em seus métodos de correção. Um erro não observado pode gerar outro e assim por diante, em uma cadeia interminável, começa a germinar a semente do ciúme. O medo da perda faz crescer no coração e na mente da criança, o sentimento de rejeição. Dentro de alguns anos ela afirmará, sem medo de errar que seus pais dão preferência ao irmão mais novo. Comumente nos deparamos com adultos muito ciumentos e que nunca resolveram este problema com seus pais e acabam gerando o mesmo em seus filhos.

O que posso sugerir às pessoas que estão passando por momentos semelhantes é que procurem descobrir a causa do ciúme em seus filhos para que possam ajudá-los. Caso este ciúme tenha nascido com a chegada de um irmão, por exemplo, procure fazê-lo entender que vocês não souberam administrar o nascimento do bebê. Declare seu amor por ele, peça perdão pela desatenção e declare que se algo está acontecendo também no mundo espiritual, isto será anulado pelo poder do Nome de Jesus. Ore com ele agradecendo a Deus pelo filho que é e confessando a Deus a sua ignorância, pedindo-lhe perdão e ajuda para não cometer nenhum deslize, de agora em diante em seu relacionamento.

Outra causa até bastante freqüente, é a rejeição na gravidez. Neste caso, também você irá proceder da mesma forma e ainda acrescentará uma declaração anulando tudo o que falou quando não estava desejando a gravidez e dizendo – para que o inimigo possa ouvir – o quanto seu filho é amado e proibindo-o de atacá-lo através do ciúme.

Embora exista o lado natural, sabemos que esta é uma arma que o diabo usa com habilidade. Vemos isto constantemente acontecendo tanto no seio da igreja, como nos lares. Se você perceber que o inimigo está vindo com os seus ataques, deverá repreendê-lo com muita autoridade. Ore durante a noite, com imposição de mãos sobre seus filhos e não esqueça de que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso (Efésios 6:10-20). Caso seu marido também seja um servo de Deus, então você deve incentivá-lo a estar guerreando com você, pois os dois unidos potencializam o efeito da oração.

“Como poderia um só perseguir mil, e dois fazerem fugir dez mil, se a sua Rocha lhos não vendera, e o Senhor não lhos entregara? Porque a rocha deles não é como a nossa Rocha; e os próprios inimigos o atestam”.  Dt 32:30-31

Neste texto, entendemos que o Senhor entrega os inimigos em nossas mãos para serem destruídos e a quantidade de inimigos destruídos é infinitamente maior quando os dois estão aos pés do Senhor. Um só põe em fuga mil, mas dois podem fazer fugir dez mil, quando a Rocha que é Jesus os entrega em nossas mãos.  Não importa se o inimigo é ciúme, inveja, rebeldia, drogas, desobediência, desejos lascivos, ou o medo de perder o colo. Se estivermos unidos em oração, eles serão destruídos e os próprios inimigos podem confirmar esta verdade, enquanto nossa geração permanece protegida pelo Senhor.

A beleza que sai das cinzas

“Estou velha e cansada. Acabo de tornar-me avó e ainda tenho tantos filhos para criar. Fiz 28 anos no mês passado. Tive minha primeira filha aos treze, e ela agora acaba de tornar-se mãe. Ser mulher consiste em ter filhos, trabalhar muito e obedecer às ordens do homem. Fazer o que? Vou levando, foi assim com minha mãe, com minha avó e agora sou eu que cumpro o destino que me foi traçado. Ninguém pode fazer nada, a vida é assim mesmo!”.

Assim foi a conversa com Manuela, que já não acreditava na possibilidade de ser alguém.

Por causa do pecado ter entrado no mundo através da mulher, durante um longo período da história, costumes, crenças e hábitos foram fazendo parte da sua vida, como se fosse obrigada a carregar em suas costas o peso do pecado. Seu nome tornou-se o foco das críticas e das piadas e ela também acreditando em uma culpa que já nem era mais sua, cobriu seu corpo de cinzas, carregando o seu “karma”, “destino”, ou seja, o que for.

A Manuela é o exemplo disso e fazer com que ela acredite que Jesus morreu por sua vida e que pode transformá-la em uma pessoa bonita e cheia de esperança é bastante difícil. Milhares de mulheres passam o dia catando lixos em nossas ruas enquanto nós pensamos que o problema delas já foi resolvido. Meninas que sofrem abusos sexuais ainda tão novas que nem entendem o que está acontecendo. Infelizmente existem mulheres assim, pessoas desgraçadamente abandonadas, pobres e sem esperança, bem pertinho de nós.

“A fé opera pelo amor”. Gl 5:6

Quando falamos de amor na Igreja torna-se tão fácil, pois o nosso irmão se encontra cheiroso e bonito, fácil de ser amado, mas quando nos deparamos com a realidade desta mulher, vemos o quanto é trabalhoso amar e oferecer ajuda. O nosso evangelho anda cheio de novas teologias e tem esquecido de que precisamos fazer diferença mudando a história das famílias, mostrando o verdadeiro valor que Cristo deixou como legado.

As mulheres ainda são, em alguns locais do mundo, inclusive regiões brasileiras, vítimas de escravidão. Eu quero até arriscar e dizer que no meio evangélico ainda existe muita escravidão feminina. Mulheres que, com temor servil, recebem ordens injustas de maridos e líderes manipuladores da submissão. Nunca experimentaram o prazer conjugal nem foram respeitadas como pessoas inteligentes e capazes. Cobrem sua beleza como se tivessem que vestir com pano de saco e jogar cinzas sobre o corpo, em um grito de “sou pecadora por ser mulher”.

O Senhor Jesus veio para tirar as cinzas, deixando que a verdadeira beleza surgisse. Ele aceitou que as mulheres se aproximassem dele e divulgassem Sua verdade. Quando ressuscitou, lá estava Maria Madalena que havia sido pecadora, Jesus conheceu aquela mulher quando ainda possuía demônios dentro de si. Ele expeliu sete demônios de Maria Madalena (Mc 16.9 e Lc 8.2). Havia sido uma mulher rejeitada e agora, totalmente livre de suas cinzas, recebia a missão de dizer aos discípulos que Ele não estava mais no túmulo. Por que não foi João, seu amigo, aquele que debruçava em seu peito? Foi Maria sem cinzas, com vestes de alegria, com júbilo nos lábios, a divulgadora da ressurreição.

Então, saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: Vi o Senhor! E contava o que ele lhe dissera. Jo 20:18

Mulher, você é chamada para sair de seu esconderijo, trocar suas vestes e divulgar este Cristo fazendo diferença, tirando outras mulheres da vida de engano e mostrando que não são os nossos ancestrais que definem nossa vida, mas Jesus que pode nos dar o novo caminho. O Senhor veio, tirou nossa maldição e nos transportou para o reino do seu amor.

Hoje, Manuela pode acreditar e viver esta verdade, pois sua casa está protegida. Seus filhos já vão à igreja a participam do júbilo com as outras crianças. Ela viu que Cristo a fez bela, tirou sua velhice prematura e a fez sentir-se gente.

Acredite, Ele faz a beleza surgir das cinzas.

Tema do ministério

"Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos." Jeremias 32:39.