Quem está no comando?
Na semana passada, todos vimos as a respeito do navio Costa Concórdia. Como se o acidente em si já não fosse um absurdo, o comandante coroou a imprudência com covardia ao abandonar o navio. “Comandante, isso é uma ordem. O senhor deve subir a bordo e comandar o socorro”, bradava ao telefono o chefe da capitania dos portos italiana. Dentro das normas de navegação, o comandante e sua equipe deveriam ser os últimos a abandonar a embarcação.
Fiquei pensando em como esse fato tem a nos ensinar sobre a da jornada de uma família: O pai é o comandante, o líder, o orientador. Ele e a mãe têm a responsabilidade de levar sua família nessa jornada até o destino planejado. Isso é uma missão divina, maravilhosa, mas de grande responsabilidade.
Já muito cedo, na gestação, devem planejar os detalhes; nessa época os pais devem conversar a respeito da educação que querem oferecer ao filho – como serão com a criança.
O comandante protege
“Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito.” Mt 2.13-14
No nascimento de Jesus, nós vemos José ao lado de Maria. Em momento algum ele a deixou só; ela e o menino tinham sua constante proteção. Na fuga para o Egito, o anjo apareceu para José; foi ele que recebeu a orientação vinda do Senhor.
Estar ao lado da esposa; durante a gestação, na hora do parto, no hospital após o nascimento do bebê, levando-os para casa e dando continuidade nesses primeiros cuidados, é um saudável início dessa viagem maravilhosa. Muitos maridos perdem esses momentos – talvez por tradição – deixando que a mãe da esposa viva todo o processo que por direito e dever é dele.
O comandante corre os riscos
“Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel.” Mt 2.20-21
José, Maria e o bebê ficaram no Egito até Herodes morrer. José protegeu sua família até receber novamente a ordem do Senhor para que fossem para Israel. Novamente o Senhor falou com ele em sonho.
A tradição fez com que víssemos Maria, sozinha, protegendo o menino Jesus, mas quando lemos a história entendemos o quanto o pai, José, foi importante na proteção e na formação de Jesus.
Pai e mãe; uma eficiente equipe que tem grandes possibilidades de, através da jornada da vida, ser vencedores, principalmente se começar certo.
